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Código

problema número setenta y cuatro:

cuando escribo esto, quiero decir aquello, quise leer lo otro,

aquello llllano en la llllave de lllluvias oyentes del hielo

es este

el código que inventé hace seis años:

[mi madre es un relato]

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sem título

que chatice estas manias,

não gosto do cheiro da relva cortada:

já sei que sou diferente.

Recebi a cultura da dor,

herança obsessiva e comum nesta casa.

Cresci na cidade das farmácias que abrem à noite

quando as luzes da ponte se acendem e os carros param de apitar

|são buzinas infinitas, agora é a música do nível freático –

freático –

freático –

o frio até aos ossos.

Quis usar óculos para ver como tu vias porque

faz-me impressão pisar essas folhas molhadas (!)

vamos antes por aqui,

fugir desta multidão de turistas

-nem sabes ao que isto chegou –

Irrita-me o barulho do ar condicionado nas salas dos museus

se eu soubesse pintar era mais livre mas só sei

escrever e esquecer-me das palavras

como tu te esquecias da minha voz e eu cantava

aquilo que tu reconhecias sempre e

às vezes sorrias e eu chegava cansada de trombas com o mundo

e com os condutores de autocarros

que

chatice*

as botas tão sujas e ainda eram novas

agora não posso estou a cozinhar com esperança

                |eu nem sei cozinhar nem quero nem gosto

e tenho raiva

raiva?

a quem sabe.

 

 

*estas manias.

 

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en un rincón de la cama todo

está esparcido y tu voz se ha fragmentado

en infinitas cartas.

 

Búscame el significado, amor.

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Pragmática del Tacto

estructuración sensorial dirigida a una piel

ajena  -y sin embargo-

aquella que es más que

cercana.

 

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Penélope

por las noches;

ya no tiene con qué

secarse las lágrimas.

 

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SEIS

Esa casa ya no es nuestra: está vacía.

 

Recuerdo que escribí sobre el vacío

dónde

dónde transitan

mi piel blanca, tu piel blanca…

Ésta es mi sangre que es

la tuya.

 

Pero yo sé, pero yo he visto,

el pasillo con más luz que antes,

que antes cuando yo era

y de repente

 

estaba sola en una mesa de seis voces,

-la madera se ha podrido-

esa casa ya no es nuestra.

 

Recibe ahora mi palabra,

Sólo mi palabra.

Sola.

 

 

 

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Violencia Azul

 

Cuando el mar rompe la orilla me da miedo y sin embargo me acerco. Después hay un silencio: me da tiempo a abrir los ojos y escuchar.

Érase una vez lo que fue una obsesión.

 

En esa violencia azul, olvido las palabras.

 

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Pretéritoperfeitosimples

eu tinha prometido que não ia escrever mais

eu tinha prometido

eu tinha

eu tive uma voz de olhos castanhos e

mãos perdidas eu tive

um amor

eu tive

eu tive.

 

 

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Así

cuando lloro

mi voz tiene las letras que están en tu espalda

y mi nombre;

mi nombre es un algo que perdí hace tiempo.

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tremor de terra

Foi assim que morri mais um bocado.

Havia sangue aqui há sangue.

Foi inútil (como eu sou) a tentativa de equilibrar a dor. É coincidência do desgarro este algarismo.

Não sinto a chuva não sinto a água não sei se é sangue

será sempre gelada quando chegar ao meu peito frio.

Se me caísse o tecto em cima eu respirava fundo este mês

marcado pelo vazio

enquanto abro os olhos à força.